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  • Alex Bitten

A Beleza da Língua Portuguesa.

Atualizado: 2 de Out de 2019

Ainda lembro de muitas coisas da minha infância, e uma delas foi quando comecei a estudar a língua portuguesa. Eu acreditei, que ao compreender as sílabas tônicas, saberia tudo que era necessário, e qual não foi a minha surpresa que a seguir vieram ditongos, hiatos, preposições, artigos, pronomes e conjugações verbais.

Foi neste momento que eu, erroneamente, criei uma aversão pelo português.

Fazendo uma analogia sem ser piegas, foi como se eu encontrasse uma bela menina e ao mesmo tempo surgissem tantas barreiras que me impedissem de aproximar e admirar sua beleza.

E então, fiz o que não devia ter feito, eu me afastei.

Mas o destino é inexorável, eu a encontrei anos depois, e agora mais maduro, pude compreender a sua beleza, e me apaixonar.

A beleza do português precisa ser apresentada desde a infância

A Origem


A língua portuguesa originou do latim, e sua evolução foi determinada em cinco períodos:

- Pré-românico: surgiu do latim vulgar, levado pelas legiões romandas em suas conquistas para a expansão do Império Romano.

- Românico: A partir do século V, surgem vários dialetos a partir do latim, que aos poucos vão se sobrepondo a este, dando origem ao francês, espanhol, italiano, sardo, provençal, rético, franco-provençal, dálmata e romeno. A língua portuguesa surgiria no século XIII.

- Galego-português: Idioma que se originou na Galiza, atual Espanha, e nas regiões portuguesas do Douro e Minho.

- Português Arcaico: Idioma utilizado do século XIII até o século XVI. Durante esse período surgem os primeiros ensaios e estudos gramaticais da língua portuguesa.

- Português Moderno: Idioma atual do Brasil e dos países lusófonos.

Atualmente a língua portuguesa é o oitavo idioma mais falado do planeta, adotada por mais de 230 milhões de pessoas, está presente em quatro continentes e é uma das línguas oficiais da União Europeia.



Soldados romandos deram origem a nossa língua portuguesa

Só a Língua Portuguesa Propicia


A palavra “saudade” só existe em português?

Não, ela não é particularidade da língua portuguesa. Como é derivado do latim, existe em outras línguas românicas. O espanhol possui soledad, o catalão soledat, mas seu sentido é diferente, por estar associado a "nostalgia de casa", a vontade de voltar ao lar.

Em português, esse termo foi ampliado a situações que não significam somente a solidão sentida pela falta do lar.


Fonte: Revista Língua Portuguesa


Saudade, em português, é a dor de uma ausência que temos prazer em sentir

O trabalho do Escritor


Li uma vez um texto interessante do Ken Follet, o renomado escritor britânico de tantos Best Sellers, como A Chave para Rebeca, O Buraco na Agulha, Os Pilares da Terra e tantos outros. Ele faz a seguinte reflexão: “Um escritor não precisa ser um professor de língua portuguesa, mas ele precisa conhecer a língua que escreve, caso contrário seus textos serão imprecisos e superficiais”.

Foi a partir de afirmações como esta que compreendi que um bom livro não é fruto apenas de um texto escrito sem erros, mas a união de uma história escrita por alguém que conhece o idioma que está escrevendo. E esse desafio é repassado para um tradutor, que precisa conhecer os nuances da língua que o livro foi escrito assim como para a língua que será traduzido.



Compreender a língua portuguesa é fundamental para escrever um bom romance

Curiosidades


Sempre me surpreendo ao perceber que, ao ler um texto que escrevi e revisei várias vezes, ainda posso melhorá-lo. Talvez seja por isso que muitos autores de sucesso não costumam ler seus trabalhos publicados.

Para mim a explicação é simples: somos orgânicos, estamos em constantes mudança, queiramos ou não. Por exemplo, se escrevo um ótimo texto quando estou alegre, tempos depois ele pode se tornar mais sombrio, se eu revisá-lo quando estiver triste.

Por isso uso uma das frases do navegador Amyr Kink como uma espécie de mantra: “Se ficar num perfeccionismo obsessivo, você nunca irá terminar”.

Concordo com ele, escrevo com muita atenção, pesquisando, estudando, escrevendo e revisando. Mas chega um momento que o livro é igual ao um barco, ele não foi construído para ficar em segurança em um cais. Ele foi feito para viajar, para navegar.

É dessa maneira que vejo minhas histórias, feitas para viajar e escritas com muito orgulho na língua portuguesa.






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